Quem vive em Caruaru conhece o sol forte do Agreste, o vento seco que levanta poeira, as horas de trabalho de perto nas confecções da região e, claro, o São João, com fogueira e fogos. Tudo isso faz parte da vida da cidade e também do dia a dia dos olhos. Reunimos aqui os cuidados que mais fazem sentido para a nossa rotina: o que proteger, quais sinais observar e quando procurar o oftalmologista.
1. Sol forte: proteja os olhos como você protege a pele
A radiação ultravioleta não queima só a pele. Ao longo dos anos, a exposição ao sol sem proteção está associada ao pterígio, a conhecida “carne crescida” no olho, à catarata mais precoce e a lesões na superfície do olho. Quem trabalha na rua, na feira, na construção ou anda de moto passa muitas horas sob o sol e precisa de atenção redobrada.
- Use óculos escuros com proteção ultravioleta. Procure a indicação UV400 ou “100% UVA/UVB” na etiqueta.
- Prefira lentes de boa procedência. Lente escura sem filtro faz a pupila dilatar e pode deixar entrar ainda mais radiação.
- Chapéu ou boné com aba reduzem a luz que chega aos olhos.
- Crianças também precisam de proteção, inclusive nas brincadeiras ao ar livre.
O pterígio aparece como uma membrana avermelhada que cresce do canto do olho em direção à córnea. Pode causar irritação, vermelhidão e, quando avança, atrapalhar a visão. Se você notar esse crescimento, procure o oftalmologista para avaliar e acompanhar.
2. Vento seco e poeira: olho seco e alergia
Nos meses mais secos, o vento e a poeira irritam a superfície do olho. É comum sentir ardor, sensação de areia, coceira e vermelhidão. Quem passa o dia em frente a telas pisca menos e sente ainda mais.
- Não coce os olhos. Além de piorar a irritação, o hábito de coçar com força e com frequência está associado ao ceratocone.
- Lave o rosto e as mãos ao chegar em casa.
- Use colírio só com orientação. Evite por conta própria os colírios “para tirar a vermelhidão” e, principalmente, os que têm corticoide.
- Se usa lente de contato, redobre a higiene e nunca durma com ela.
Coceira forte, secreção, dor ou vermelhidão que não melhora em poucos dias merecem avaliação. Conjuntivite alérgica, conjuntivite infecciosa e olho seco têm tratamentos diferentes, e o colírio errado pode piorar o quadro.
3. Trabalho de perto nas confecções
O Agreste pernambucano é um dos grandes polos de confecção do país, e muita gente em Caruaru e nas cidades vizinhas passa horas costurando, cortando, fazendo acabamento ou conferindo peças. Esse trabalho de perto, muitas vezes com pouca luz, cansa os olhos e revela graus que antes passavam despercebidos.
- Ilumine bem o ponto de trabalho, com a luz voltada para a peça e não para os olhos.
- Faça pausas: a cada 20 minutos, olhe para longe por cerca de 20 segundos.
- Depois dos 40 anos, a dificuldade para enxergar de perto é esperada. É a presbiopia, a “vista cansada”, e ela tem correção.
- Em lavanderias e tinturarias, use óculos de proteção contra respingos de produtos químicos. Se algo cair no olho, lave com bastante água corrente por vários minutos e procure atendimento.
Dor de cabeça no fim do expediente, ardor e visão embaçada ao terminar o dia podem ser sinal de grau desatualizado. Óculos certos fazem diferença na qualidade de vida e no rendimento do trabalho.
4. Moto, cisco e poeira
A moto faz parte do trânsito de Caruaru. Sem viseira, cisco, poeira e insetos atingem os olhos em velocidade. Use capacete com a viseira abaixada ou óculos de proteção. Se algo entrar no olho, não esfregue: pisque, lave com água limpa e, se a sensação de corpo estranho continuar, procure atendimento. Nunca tente tirar com pinça, agulha ou outro objeto.
5. São João: fogueira, fumaça e fogos
O São João de Caruaru é uma das maiores festas do país. Nessa época, os atendimentos de urgência oftalmológica costumam receber queimaduras e ferimentos causados por fogos de artifício e bombas. Muitas dessas lesões são graves e atingem também quem estava só olhando.
- Crianças não devem manusear fogos, nem os considerados “pequenos”.
- Assista aos fogos de longe e nunca se aproxime de um fogo que “falhou”.
- A fumaça da fogueira irrita os olhos: mantenha distância e, se arder, lave com água.
- Em caso de lesão no olho, não aperte, não esfregue e não coloque nada. Cubra sem pressionar e procure atendimento oftalmológico de urgência.
6. Diabetes e pressão alta: atenção à retina
Diabetes e hipertensão são comuns em todo o país e afetam os vasos da retina sem dar sinais no começo. Quem tem uma dessas condições deve fazer o exame do fundo do olho com regularidade, em geral pelo menos uma vez por ano, conforme a orientação do médico. Saiba como é feito o mapeamento de retina.
Quando procurar o oftalmologista
- dor no olho, vermelhidão forte ou secreção;
- perda súbita de visão, flashes de luz ou muitas moscas volantes;
- trauma, produto químico ou corpo estranho que não sai;
- “carne” crescendo no canto do olho;
- dificuldade para enxergar de perto ou de longe que atrapalha o dia a dia.
Em situações de urgência, como trauma, queimadura ou perda súbita de visão, procure um pronto-atendimento oftalmológico. Para avaliações e acompanhamento, agende uma consulta.
Agende sua consulta na Clínica Visão Prime. Av. Rio Branco, 222 – Loja A, em frente ao Banco do Nordeste, Caruaru. Segunda a sexta, das 8h às 16h, e sábado, das 8h às 12h.
Agendar pelo WhatsAppTexto: Redação da Clínica Visão Prime. Conteúdo informativo, publicado em outubro de 2026. Revisão médica: A CONFIRMAR (oftalmologista, CRM-PE e RQE). Este texto não substitui a consulta com o oftalmologista.